FLÚOR

 

Neste sub-capítulo sobre a poluição das águas, é necessário um espaço para o flúor. Tido como um vilão por muitos pesquisadores, banido em muitos países e regulamentado no Brasil pela lei 6050 de 24.05.74, que determina que todos os projetos destinados à construção ou à ampliação de sistemas públicos de abastecimento de água, onde haja estação de tratamento,devem incluir previsões e planos relativos à fluoretação. O último Congresso Internacional de Odontologia, realizado em janeiro de 2009 em São Paulo,reenfatizou a necessidade de fluoretação da água pública como medida redutora da incidência de cáries, que considera um dos maiores problemas  de saúde odontológico do Brasil e de muitos outros países, principalmente para a ppulação mais carente.

Não existem dúvidas quanto ao benefício do flúor como preventivo da formação de cáries.todavia o flúor é considerado medicamento pela Organização Mundial de Saúde. O flúor não é um nutriente essencial e é desconhecida qualquer doença ligada à deficiência do metal, além disso.no combate à cárie seu efeito é local e não sistêmico. Muitos produtos alimentícios contem flúor (ver lista abaixo) que somado ao da água potável pode estar elevando a absorção de flúor e causando problemas importantes de sáude.

ALIMENTOS RICOS EM FLÚOR:

Chá

Sopas e ensopados de peixe e carne bovina

Frutos do mar

Fígado bovino

Galinha desossada mecanicamente

Todos os alimentos processados por água fluoretada

Alimentos industrializados

Dentifrícios fluoretados

Achocolatados

Cereais matinais

O excesso na ingestão de flúor por via oral, ou por aplicação local e por dentifrícios, pode causar fluorose, que vai de leves manchas esbranquiçadas no esmalte do dente até manchamentos graves em tom castanho,levando à fratura na estrutura dental.

Estudos mostram que o excesso de flúor está implicado em doenças de outros órgãos,incluindo hipotiroidismo,osteoporose e sintomas como dor e depressão.No excelente livro "O Flúor e Outros Vilões da Humanidade" (Via Sete Editorial-2003) os Drs Artur  Antonio Chagas Monteiro e Helio Rubens de Arruda e Miranda, através de pesquisa de campo em diversas cidades do interior do Estado de São Paulo,constataram, por mineralograma,excesso de flúor em crianças matriculadas em escola pública. Os que apresentavam índices de flúor além do limite possuíam sintomas semelhantes: dores nos membros,formigamento,cãibras,dor abdominal e lombalgias. Na cidade de Itapetininga/SP,os mesmos pesquisadores selecionaram 344 pacientes de clínica particular para pesquisa de Fluorose Sistêmica, sendo 110 do sexo masculino e 234 do sexo feminino, com idade de 5 a 91 anos. O grupo controle constava de 126 pacientes e o grupo Fluorose Sistêmica 218 indivíduos, todos sintomáticos.

Avaliação das dores mostrou:

108 casos de dores musculares

55 casos de fibromialgia

32 casos de enxaqueca

23 casos de dores outras

O jornal da Unicamp, publicado em 22/09/08,revela estudo realizado pelo dentista Dr. Sergio Hideki Komati na Cidade de Amparo-SP que pesquisou presença de fluorose na população,mesmo com índices inferiores de flúor na água potável em alguns setores  da localidade.ficou constatado que a fonte responsável pela fluorose eram poços artesianos com excesso de flúor, pela proximidade dos polos cerâmicos de Piracicaba, Campinas e outras cidades.

Um estudo populacional realizado pelo Serviço Nacional de Saúde da Nova Zelândia em 1987 não detectou diferença na saúde dos dentes entre crianças de regiões com água fluorotada e não fluorotada (10). Em 1995 , o Dr. Phyllis  Mullenix anunciou que o flúor está relacionado com redução de QI em crianças (11). Outro problema relacionado são outras formas de flúor adicionadas à água em vez do fluoreto de sódio, uma forma mais dispendiosa. Em 1999, um estudo com 280000 crianças de Massachusetts constatou que a substituição por fluoretosílico ou por ácido hidrofluosilisíco, compostos mais baratos do que o flúor, aumentou o conteúdo de chumbo plasmático (12).

Os dados acima parecem comprovar que a fluoretação da água para todos seja hoje uma medida contraproducente e que deve ser revista. Pode-se estar oferecendo flúor a uma população que já tem ingesta garantida pelos hábitos alimentares e até pela contaminação industrial do solo e da água. Um país da dimensão do Brasil e com grande diversidade social deveria alterar a obrigatoriedade da distribuição do flúor na água, direcionando apenas às regiões com sinais claros da má saúde dental.

PAÍSES EM QUE O FLÚOR NÃO É UTILIZADO NA ÁGUA:

Alemanha                                         França

Bélgica                                             Luxemburgo

Finlândia                                           Dinamarca

Noruega                                           Suécia

Holanda                                            Irlanda do Norte

Áustria                                              República Tcheca

 

 

Processos Naturais de Desintoxicação Para Prevenção e Tratamento das Doenças

Dr. Artur Lemos